domingo, 29 de abril de 2018
terça-feira, 24 de abril de 2018
Émile Durkheim, as instituições e o indivíduo
Émile Durkheim, as instituições e o indivíduo
Para o fundador da escola francesa de Sociologia, Émile Durkheim ( 1858-1917), a sociedade sempre prevalece sobre o indivíduo, dispondo de certas regras, normas, costumes e leis que asseguram sua perpetuação. Essas regras e leis independem do indivíduo e pairam acima de todos, formando uma consciência coletiva que dá o sentido de integração entre os membros da sociedade. Elas se solidificam em instituições, que são a base da sociedade e que correspondem, nas palavras de Durkheim, a “toda crença e todo o comportamento instituído pela coletividade”.
A família, a escola, o sistema judiciário e o Estado são exemplos de instituições que congregam os elementos essências da sociedade, dando-lhe sustentação e permanência. Durkheim dava tanta importância às instituições que definia a Sociologia como a “ciência das instituições sociais, de sua gênese e de seu funcionamento”. Para não haver conflito ou desestruturação das instituições e, consequentemente, da sociedade, a transformação dos costumes e normas nunca é feita individualmente, mas vagarosamente através de gerações e gerações.
A força da sociedade esta justamente na herança passada por intermédio da educação às gerações futuras. Essa herança são os costumes, as normas e os valores que nossos pais e antepassados deixaram. Condicionado e controlado pelas instituições, cada membro de uma sociedade sabe como deve agir para não desestabilizar a vida comunitária; sabe também que, se não agir de forma estabelecida, será repreendido ou punido, dependendo da falta cometida.
O sistema penal é um bom exemplo dessa prática. Se algum indivíduo comete determinado crime, deve ser julgado pela instituição competente-o sistema judiciário, que aplica a penalidade correspondente. O condenado é retirado da sociedade e encerrado em uma prisão, onde deve ser reeducado (na maioria das vezes não é isso que acontece) para ser reintegrado ao convívio social.
Diferentemente de Marx, que vê a contradição e o conflito como elementos essenciais da sociedade, Durkheim coloca a ênfase na coesão, integração e manutenção da sociedade. Para ele, o conflito existe basicamente pela anomia, isto é, pela ausência ou insuficiência da normatização das relações sociais, ou por falta de instituições que regulamentem essas relações. Ele considera o processo de socialização um fato social amplo, que dissemina as normas e valores gerais da sociedade_ fundamentais para a socialização das crianças_ e assegura a difusão de ideias que formam um conjunto homogêneo, fazendo com que a comunidade permaneça integrada e se perpetue no tempo.
Nas palavras de Durkheim
A sociedade a Educação e os indivíduos
[...] cada sociedade, considerada num momento determinado do seu desenvolvimento, tem um sistema de educação que se impõe aos indivíduos como uma força geralmente irresistível. É inútil pensarmos que podemos criar os nossos filhos como queremos. Há costumes com os quais temos que nos conformar, se os infringimos, eles vingam-se em nossos filhos. Estes, uma vez adultos, não se encontrarão em condições de viver no meio de seus contemporâneos, com os quais não estão em harmonia. Que tenham sido criados com ideias muito arcaicas ou muito prematuras, não importa; tanto num caso como noutro, não são do seu tempo e, por conseguinte, não estão em condições de vida normal.
Esse material pode ser encontrado no livro didático disponibilizado pela escola: Nelson Dacio Tomazi. Sociologia para o ensino médio. Volume único: 2° Edição, São Paulo, 2010
Trabalho de Sociologia
Trabalho de sociologia:
Entrega: 211C/211A: 08/05
211B:10/05
211D:11/05
Assistir o filme Detona Ralph e analisar o conteúdo baseando-se nas teorias sociológicas apresentadas até aqui.
Grupo de no mínimo 2, máximo 5 pessoas.
Apresentação: Escolha apenas uma
Por escrito, mínimo um folha, máximo 2.
Apresentação em aula: apresentação livre onde será considerada a criatividade do grupo
Entrega: 211C/211A: 08/05
211B:10/05
211D:11/05
Grupo de no mínimo 2, máximo 5 pessoas.
Apresentação: Escolha apenas uma
Por escrito, mínimo um folha, máximo 2.
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quinta-feira, 19 de abril de 2018
Surgimento da Sociologia
Surgimento da Sociologia
Momento histórico
A Sociologia surge na tentativa de compreender as mudanças sociais que estavam ocorrendo na sociedade europeia nos séculos XVIII e XIX. Portanto, para entendermos a Sociologia, precisamos entender o que aconteceu com o mundo na época em que ela surgiu.
A Revolução Industrial, ocorrida na Europa (principalmente na Inglaterra) no século XVIII, mudou radicalmente a estrutura da sociedade. Homens e mulheres foram expulsos do campo e foram trabalhar na cidade. Mas logo passaram a ser substituídos por máquinas, que produziam mais e custavam muito menos. Isto fez com que os problemas sociais aumentassem, pois muitas pessoas que antes trabalhavam de forma artesanal, ficaram sem emprego. Eram acostumadas a um ritmo mais lento de vida, no meio rural, trabalhando apenas para sobreviver da terra. Agora passariam a trabalhar muito mais para os empresários, ganhando às vezes menos do que estavam ganhando antes.
A sociedade se dividiu em Burgueses, que detinham as fábricas e controlavam a economia, e os Proletariados, que tinham a força de trabalho. O capitalismo se fortaleceu. Quem produzisse mais e tivesse os meios para produzir, estava acima dos outros.
Deu pra perceber como a Sociologia e o trabalho humano estão ligados?
Os pais da criança
Nossa ciência surge com Augusto Comte e Émile Durkheim. Ambos buscavam entender como funcionava a sociedade, assim como um físico busca entender como funcionam as leis da natureza. O que interessava era descobrir como a sociedade se organizava e como essa ciência da sociedade poderia ajudar a manter a ordem. Durkheim via a sociedade como um corpo humano. Logo, quando alguma coisa na sociedade não estava “boa”, era como se um órgão do corpo estivesse doente. A Sociologia deveria achar o caminho para a cura.
Contudo, outros dois rapazes também estavam pensando sobre os problemas da sociedade do século XIX, o nome deles era Marx e Engels. Eles também enxergam que essa transformação do trabalho manual, familiar, em trabalho fabril (em fábricas, indústrias) estava trazendo problemas para a sociedade. Mas para eles o problema não eram as pessoas e sim a forma como o trabalho estava organizado naquela sociedade. Marx e Engels pensavam que o problema estava no fato de um grupo, os burgueses, possuir os meios de produção (ferramentas de trabalho) e o outro grupo, os proletários, não possuir nada além da sua força de trabalho (capacidade de trabalhar). Eles pensavam uma sociedade onde os trabalhadores estivessem organizados de forma a serem donos das suas ferramentas de trabalho, sem ter que trabalhar muitas horas para outras pessoas e receber salários muito baixos. Eles também não estavam preocupados em formar uma nova ciência, tão pouco chamá-la de Sociologia. Acreditavam que todas as ciências estão no mundo para ajudar a humanidade e que são inseparáveis. Ou seja, nenhuma ciência existe sem ajuda de outras. A Sociologia não existe sem a história, economia, filosofia...
Até os dias de hoje essas são as duas formas principais de pensar sociologicamente. Isso não quer dizer que não existam outras, claro que existem. Mas todas as demais formas de fazer sociologia nasceram dessas duas.
Mas pra que serve mesmo?
A Sociologia busca explicar como as sociedades funcionam, como e porque elas fazem determinadas coisas. Ou seja, a Sociologia desnaturaliza o mundo. Como assim, desnaturaliza? Mostra que as coisas não são assim porque sempre foram assim. Nada foi sempre assim e nunca será. As coisas são como são dentro de um tempo na história. A forma como os homens e mulheres se relacionam com outros homens e mulheres, como produzem, como fazem política, como se vestem, como se relacionam com sua religião, tudo isso, é histórico. As explicações da Sociologia fazem com que repensemos porque agimos de determinada forma, porque temos certos preconceitos, porque trabalhamos tanto e da forma como trabalhamos, porque tem pobreza, porque tem gente que tem muito dinheiro e gente que não tem. Nada disso é natural. Todas essas coisas que falamos tem explicação. É isso que a Sociologia faz por nós, nos explica e nos ajuda a modificar, a transformar o mundo.
A revolução de Rojava é uma revolução das mulheres
“A revolução de Rojava é uma revolução das mulheres” – Melike Yasar
Por Leandro Albani
Tradução: Comitê de solidariedade aos povos do Curdistão-RS.
Um silêncio forte, mas sutil é implantado durante meses sobre o Curdistão, especificamente na região de Rojava fronteira norte com a Síria e a Turquia. Os combates entre as milícias guerrilheiras da Unidade Proteção Popular (YPG / YPJ) e os mercenários do Estado Islâmico (EI) continua nas aldeias e cidades. Quando em janeiro deste ano as forças EI foram expulsas da cidade curda de Kobanî, um processo de aprofundamento da revolução começou naquela região. Sob a liderança do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), o norte da Síria prevê uma nova forma de fazer política. Claro, a grande mídia silencia este fato de forma sistematicamente. Para a grande mídia, a parafernália militarista de coalizão (CI), liderada pelos Estados Unidos que bombardeia a área é muito mais atraente do que a organização de pessoas de diferentes nacionalidades que vivem em Rojava.
Melike Yasar, representante do Movimento Internacional de Mulheres curdas (MIMK), falou com o Marcha, sobre um processo aberto e em construção e, como ele se desenvolve no Curdistão sírio. O papel fundamental das mulheres para construir a revolução, a influência da vitória nas outras regiões curdas e, o futuro do Oriente Médio foram alguns dos temas discutidos.
A força das mulheres
Na linha de frente de combate estão elas. Os meios de comunicação às demonstram radiantes, quase como modelos de publicidade. Outras mídias, de redução deliberada e direta. As mulheres curdas, com seus rifles sobre os seus ombros, são uma parte fundamental de uma revolução. Yasar resume: “A revolução é uma revolução Rojava mulheres. A liberdade das mulheres está no cerne do paradigma do sistema Confederal. A resistência das mulheres em Rojava não começou agora, mas é o resultado da luta de muitos anos.” Assim, a referência de MIMK resume a importância das mulheres na implementação do Confederalismo Democrático em Rojava, a ideologia que rege o PKK (PYD, no norte da Síria) e que coloca em um duro questionamento as linhas políticas clássicas do Oriente Médio.
“A liberdade das mulheres significa liberdade para o povo”, diz Yasar-. Antes do proletariado, as mulheres foram o primeiro setor social oprimido. Todos os movimentos sociais e as revoluções do século XX defendeu o direito das mulheres, mas deixavam a solução para após a revolução. “Para o movimento curdo, isso foi como uma lição, ele analisou todas as revoluções e, definiu que o problema da mulher, será resolvido dentro da revolução e não após a revolução.”
Referindo-se Rojava, Yasar diz que apenas 10% das mulheres estão lutando contra o Estado islâmico e, o restante é dedicado à política e a construir uma nova sociedade, no meio de uma feroz guerra de agressão. “Em Rojava as mulheres foram às forças que armaram o sistema confederal, não somente com a luta armada em si. O mundo só conhece a luta armada das mulheres curdas, mas essa não é a única realidade. O mundo deve saber que as mulheres que têm armas em suas mãos é como estivessem segurando uma caneta também. A força das mulheres foi a mudança fundamental no Curdistão “.
Rojava hoje
Reconstruir um território devastado. Essa é a premissa do movimento curdo no norte da Síria. E reconstruí-lo com base no anti-estatismo, comunitarismo e na inclusão democrática do povo. Tarefa difícil, mas que ainda está de pé em Rojava.
Para Yasar, “após a vitória em Kobanî, nas aldeias e em todos os movimentos há muitos mais esperança. Da mesma forma, ainda há muitos conflitos e guerras e, a ameaça ainda não desapareceu “.A representante curda garante que todos os países do Oriente Médio “tem um plano diferente para Rojava”, enquanto o EI “não é um movimento que luta apenas contra os curdos, mas é uma organização criada pelos países capitalistas para reordenar a região ao seu gosto.” “Isso mostra que o Estado islâmico não só luta contra os curdos, mas que luta para destruir o novo sistema nascido em Rojava.”
“As pessoas tem consciência deste novo modelo e o defende com toda força, porque é o único modelo que elas e eles podem se sentir livre e que este pertence a eles”, diz Yasar referindo-se a Confederalismo Democrático. “Você tem que saber e ser claro que este modelo é anti-capitalista, por isso os países capitalistas tentarão destruí-lo”, diz ela. Ela acrescenta: “O Confederalismo Democrático não se constrói após a guerra, mas na guerra. Quando a guerra civil começou na Síria a primeira coisa que fizemos foi tirar os homens de Assad para construir esse sistema em Rojava. Esse modelo é o terceiro caminho, nem com o regime de Assad e nem com os grupos terroristas. O povo curdo sabe que trouxe esse novo modelo democrático com respeito as mulheres, jovens e para todas as pessoas.
Muito antes de Rojava se declarar autonoma em 2013, o movimento curdo construiu o germe do que se esta vendo agora. “Para que possa funcionar- explica Yasar-, nos bairros se fazem seminários para informar sobre este sistema, que se baseia em que todos os povos possam viver juntos. Nos bairros, nas aldeias, nos campos foram construídas assembleias. Dentro deste sistema, a liberdade das mulheres é uma importante guia. As mulheres colocaram uma dinâmica neste sistema e isso deve ser visto como consequência da luta do movimento curdo por 40 anos.
O impacto no Oriente Médio
O impacto no Oriente Médio
“O povo do Oriente Médio, especialmente nos últimos anos, está vivendo uma cultura de resistência com a qual eles querem mudar o sistema em que estão vivendo”, diz Yasar. Sem dúvida, na região cresce as brigas internas e a interferência dos EUA. Os confrontos entre regimes mais ortodoxos, como a Arábia Saudita e Turquia, com Irã e Síria marcam os últimos tempos. No meio, o povo curdo procura seu destino.
Os povos do Oriente Médio “desejam modificar os regimes atuais, mas ainda não há alternativa própria-remarca a representante da MIMK-. A resistência do povo do Oriente Médio provocou respeito, mas nos exemplos da Líbia, Tunísia e Egito havia falta de alternativa. Portanto, o modelo Rojava da muita esperança a muitos povos do Oriente Médio, esperança que um novo sistema pode ser construído. Os Estados sem dúvida não vão aceitar, porque este projeto é de um sistema é anti-Estado.”
Os povos do Oriente Médio “desejam modificar os regimes atuais, mas ainda não há alternativa própria-remarca a representante da MIMK-. A resistência do povo do Oriente Médio provocou respeito, mas nos exemplos da Líbia, Tunísia e Egito havia falta de alternativa. Portanto, o modelo Rojava da muita esperança a muitos povos do Oriente Médio, esperança que um novo sistema pode ser construído. Os Estados sem dúvida não vão aceitar, porque este projeto é de um sistema é anti-Estado.”
Yasar afirma que “em Rojava não foi simplesmente aproveitar o momento, mas que o sistema já tinha uma base. Não podemos negar que a guerra civil na Síria nos deu a chance de colocar para funcionar o sistema, mas também para defender esta terra, porque naquela época os curdos necessitavam muito dela. Sabíamos que as decisões que tomariam os países imperialistas podiam afetar negativamente o povo curdo, mas, a vitória em Rojava afetou ainda mais e de forma positiva a todos curdos”.
As incógnitas sobre o que vai acontecer no Curdistão sírio e sua influência na região permanecem latentes. Algo de novo parece emergir no Crescente Fértil, mas perigos espreitam ao redor e contradições. Até agora, a maior defesa da revolução de Rojava é dada pelas próprias pessoas que vivem nesse solo. O poder para consolidar este processo irá definir o futuro.
Fonte:https://resistenciacurda.wordpress.com/2015/05/14/a-revolucao-de-rojava-e-uma-revolucao-das-mulheres/
domingo, 15 de abril de 2018
Todo ser humano é teórico
Todo ser humano é teórico
Todo homem, toda mulher constrói teoria. Ninguém no mundo vive sem fazer teoria. Vejamos o que o Professor Pedrinho Guareschi1 diz:
“ No dia-a-dia da vida, a gente vai vendo fatos, acontecimentos um a um, singulares. São milhares de fatos que eu vejo por dia: um acidente, um homem escutando rádio, uma criança que morre. Acontece que a gente, mesmo sem se dar conta, começa a descobrir semelhanças entre os diversos fatos, isto é, vai juntando os fatos. Por exemplo: percebe que a maioria dos acidente se dá nos dias de chuva: então liga o acidente com a chuva. Percebe que o homem, em geral, está escutando esporte: junta homem escutando esporte com o rádio. Percebe que as crianças que morrem são sempre crianças pobres, dificilmente morre uma criança rica: junta morte de criança com pobreza. “(2004, pág. 16)
Pronto, formulamos um generalização, uma lei sobre algo. Peguemos o caso da chuva: quando chove, acontecem mais acidentes. Os acidentes acontecem com mais frequência em ruas movimentadas. Assim vamos observando e construindo leis: quando chove acontecem mais acidentes e com maior frequência em ruas movimentadas .
A partir de uma lei, de uma generalização sobre algo vão surgindo outras. Quando existem algumas leis sobre um determinado tema, podemos dizer que temos uma teoria. No exemplo acima fizemos um teoria sobre acidentes. E assim, quando temos um número de teorias sobre algo, passamos a ter uma ciência de tal assunto. Ou seja, ciência o conjunto das teorias.
Todos nós temos teorias sobre casamentos, sobre como criar filhos, sobre o papel da mulher na sociedade, sobre o que os políticos deveriam fazer. Todos/as nós teorizamos. E fazemos isso a partir da realidade que observamos. Contudo, como dizia Karl Marx, se aparência fosse essência, não haveria ciência. Justamente porque não podemos compreender as coisas, o mundo, apenas observando que precisamos testar nossas teorias, verificar se elas correspondem mesmo a realidade.
Vamos pensar juntos/as: 1.Vemos nossa avó cozinhando, nossa mãe cozinhando, logo pensamos: mulheres sempre cozinham. Daí chega o/a Cientista Social e pergunta: Se homens e mulheres possuem a mesma capacidade para aprender a cozinhar, porque, na maioria das vezes, são as mulheres que cozinham? 2. Quando entramos em uma universidade e vemos que quase todos são brancos, podemos pensar que eles tem mais facilidade para entrar na universidade. Sabendo que todos os humanos, independente de sua raça/etnia, possuem as mesmas capacidades intelectuais, o/a cientista social deve se perguntar: Qual a razão de os/as negros/as entrarem em menor quantidade nas universidades?
O/a Cientista Social tem o trabalho de verificar se as teorias são verdadeiras ou não. Contudo, apenas ouvir alguém dizer que algo é científico não basta. Precisamos saber como esse alguém testou, como descobriu se era científico ou não. Vejamos outro exemplo: é comum a gente ver pessoas na televisão nos dizendo o que é o que não é arte. E cada um diz uma coisa. Arte também é ciência, há umaciência da arte. Algumas vezes ouvimos dizer que só é arte a arte como a do Picasso, Van Gohg, essas que a gente vê em museu. Outros vão dizer que é arte o que tem na Bienal, coisas abstratas. Outros vão dizer que tudo isso arte, mas que grafite também arte, que pichação também é arte, que Hip Hop também é arte. O que quero dizer com isso é que a ciência não tem somente uma versão sobre aquilo que ela estuda. Nenhuma ciência tem. Os/as estudiosos/as de todas as áreas possuem teorias diferentes, encontram respostas diferentes. Como ninguém consegue explicar tudo sobre algo, a melhor teoria é a que explica melhor, levando em consideração o maior número de leis.
1GUARESCHI, Pedrinho. Sociologia crítica: Alternativas de mudança. Porto Alegre: Mundo
Jovem, 2004, 55ª ed.
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